Um dia único, como as mães

Em 2020, o Dia das Mães vai ser diferente.

Institucional
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Em 2020, o Dia das Mães vai ser diferente. Não veremos reportagens sobre corredores de shoppings lotados de pessoas à procura de presentes especiais ou de última hora. Os restaurantes não terão longas filas na porta com crianças correndo enquanto esperam a vez de entrar. Na maioria das casas, os sons das grandes famílias em torno das mesas serão substituídos pelos pequenos encontros, celebrando a vida e o amor das mães.

Mas, se tem uma coisa que a maternidade ensina é: tudo muda. O tempo todo. Ser mãe é aprender a andar de bicicleta, sem rodinhas, em uma pista de alta velocidade, cheia de curvas, subidas, descidas, solavancos. Quando finalmente se percebe que é o constante movimento que mantém o equilíbrio, é possível passar a sentir a própria respiração, buscar e encontrar o próprio ritmo, curtir a viagem e aproveitar a paisagem que, repare bem, também muda. O tempo todo.

Se fosse possível descrever a maternidade em uma palavra, poderíamos dizer que ela é singular: para cada mãe, para cada filho, para cada encontro entre eles, uma história. Feita de muitas coisas, é verdade, mas sobretudo de aprendizados.

A pandemia evidenciou que podemos parar – ou pelo menos dar uma pausa – em muitas coisas. Mas não podemos, nunca, parar de aprender! Nesse momento em que toda a humanidade está se reinventando, convidamos algumas mães do Senac para falar sobre como estão lidando com os desafios diários para conciliar as demandas dos filhos, do trabalho e da casa, sem esquecer de si mesmas.

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“Tem sido extremamente desafiador. Para mim, a arte de planejar, gerir o tempo e se relacionar com inteligência emocional são competências essenciais para atingirmos os resultados que desejamos, tanto no trabalho quanto na atenção e na educação dos nossos filhos. As competências que desenvolvemos em ambas jornadas se complementam e favorecem nossa atuação como profissionais e mães.

Estamos aprendendo e valorizando cada aspecto do que estamos experienciando no momento presente. A vida consiste apenas em momentos, nada mais do que isso. Se você der importância ao momento, tudo vai importar. Que vivamos e valorizemos de maneira presente e com atenção plena todos os nossos momentos!”

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Fernanda Centurion
Administradora
Mãe do Juan (8 anos)


“Maternidade/Carreira é como falar de minha nova vida. Me fez ser mais paciente, conduzir melhor situações adversas; aprendi a conciliar e adequar intempéries, a ouvir mais e interpretar com sabedoria.

A tríade de demandas da quarentena têm mostrado significados ainda mais nobres dentro do que penso e sinto. Consegui transformar dificuldade, ou melhor, mudanças do trabalho em aprendizado, considerando também proximidade de tarefas diversificadas do lar, acompanhando de perto afazeres e dúvidas da minha joia (filha), e com isso, minha existência como mãe, mulher e esposa , me fez e faz, crescer, aprimorar e, sobretudo, ter fé em dias melhores.”

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Mary Lagos
Pedagoga
Mãe da Maria Eduarda (11 anos)


“A maternidade me fez repensar muitas coisas e valorizar o que realmente importa na vida. Como sou mãe de dois meninos, sendo um deles especial, eu percebi que não temos controle sobre quase nada na vida, e que devemos estar preparados para o novo e para o inesperado.

A maternidade me deu experiência e força para encarar com mais tranquilidade os desafios no trabalho: dar o devido peso para cada coisa, além de aprender a ser mais tolerante com os seres humanos. A trajetória de uma mãe se assemelha e muito com a de uma profissional: planejamento, realização, superação e muita luta, tudo isso movido por muito amor.”

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Christiane Oliveira
Publicitária
Mãe do Luca (13 anos) e do Bernardo (11 anos)

“Quando engravidei já estava inserida no mundo corporativo e estava realizando a graduação. Foi um momento desafiador, mas eu sempre pensei que quando minha filha crescesse ela teria muito orgulho da mãe guerreira que fui, e dela fazendo parte desse processo sendo gerada em meu ventre.

Com a minha história, ela entendeu na trajetória da vida que não há barreiras quando fazemos dos nossos sonhos um verdadeiro objetivo. Atualmente, minha filha é graduanda em psicologia e me vê como referência profissional. ‘Se você conseguiu, eu também vou, mãe.’”

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Cleide Dias
Pedagoga
Mãe da Marianne Silva (20 anos)

“A maternidade trouxe uma nova versão do meu dia a dia em todos os aspectos, principalmente profissional. Nesse momento que estamos enfrentando conciliar trabalho com os filhos está sendo um desafio constante. Mas eles me transformaram em uma pessoa e profissional mais dedicada e apaixonada pela minha carreira, que é a educação.”

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Gisele Melchiades


“A maternidade transforma a vida, muda a rotina, mudam as prioridades, perde-se sono, algumas festas e muitas vezes a paciência, mas ganha-se um amor diferente, que nasce gigante e vai, sabe-se lá como, aumentando a cada risada, a cada palavrinha aprendida, a cada fase dos filhos.

É um desafio equilibrar os esforços necessários para atingir as metas profissionais, a vontade louca de acompanhar de pertinho o crescimento das crianças, o cuidado pessoal com nossa saúde e nosso lazer (aquele momentinho só nosso) e, claro, a vida em família. Isso sem contar as tarefas domésticas…

Hoje, em home office, os desafios mudam bastante. O primeiro é manter o relacionamento com a equipe em meios digitais, que são mais frios e distantes. O segundo é manter a concentração, não se distrair e dar conta do trabalho sem parar para dar um pulinho na cozinha; sem arrumar aquela gaveta bagunçada que não sai da sua cabeça, ou terminar de lavar as frutas que chegaram bem na hora da reunião. Sem a rede de apoio, os afazeres domésticos se acumulam e às vezes ‘escapolem’ pro horário do expediente, não tem jeito.

E se não dá pra controlar o horário da entrega das compras ou da farmácia, como fazer para ‘dominar’ as crianças que muitas vezes não entendem que a mamãe está trabalhando ‘de verdade’? Tentei algumas coisas reorganizando os horários, combinei momento da manhã juntinho, horário do almoço com quebra-cabeça ou sessão leitura, e sempre um joguinho surpresa antes do jantar.

Aliás, os momentos da refeição ganharam uma dimensão mais ‘gostosa’ em família – pra mim, a melhor mudança da quarentena. A bagunça e a arrumação da cozinha até que ficou divertida! Mas como hoje não tem as atividades externas, não tem os esportes para gastar energia, muitas vezes é difícil controlar os anseios e desejos infantis. Como fazer com a criança pulando, pintando a parede e desarrumando o armário – bem na hora daquela conferência? Quem descobrir, me conta.”

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Maria Eduarda Varela Schindhelm
Jornalista
Mãe do Thomas (13 anos) e da Maria Luiza (5 anos)

O Senac RJ deseja que todas as mães e seus filhos possam viver momentos repletos de amor, união e afeto, cada um à sua maneira, e que esse dia renove as esperanças e as energias de todos nós. Feliz Dia das Mães!

Um dia único, como as mães

Fabiana Zveiter
Jornalista
Mãe da Maria Clara (3 anos)

 

 

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