Empregabilidade Mudar de emprego toda hora: como o mercado vê essa prática 30/03/2017 05:05

Você deve ter reparado que, atualmente, cada vez mais profissionais mudam de emprego com frequência, mas já se perguntou se esse comportamento é uma boa prática no mercado de trabalho? Entenda o que as empresas valorizam e o que elas não gostam de ver no currículo.

Os dois comportamentos apresentam pontos positivos e negativos, e a avaliação do empregador vai depender de como você está conduzindo sua carreira. Isso fica claro na maneira como faz suas escolhas, mas não se preocupe, o recrutador entenderá essa dinâmica no momento da entrevista de emprego.

Novas relações de trabalho – o que mudou

Há alguns anos, a geração Baby Boomer, que surgiu logo após a Segunda Guerra Mundial, tinha como parâmetro de sucesso a estabilidade e, em sua maioria, se caracterizava por gostar do emprego fixo e sem muitos riscos. Começar em uma empresa e se aposentar nela era o desejo de quase todos. A geração X, que surgiu após os anos 60, junto com o início da revolução tecnológica, ainda manteve a característica do emprego estável.

Já na década de 80, a tão falada geração Y foi a que mais presenciou as mudanças na tecnologia e apresentou uma grande capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Nascidos nessa época apresentam grande capacidade de inovação, mas também uma dose de impaciência, imediatismo e desejo de crescimento rápido. Em geral, estão mais interessados em novas possibilidades, oportunidades de crescimento e se preocupam em fazer o que gostam; valorizam mais esses pontos do que a estabilidade no emprego. Passar por várias empresas em um curto espaço de tempo é a marca de muitos dos currículos desse grupo. E a geração Z, que nasceu em meados dos anos 90, com muitos ainda não inseridos no mercado de trabalho atual, é ainda mais imediatista, tem pouca paciência com os mais velhos e pode enfrentar dificuldades no mercado, que valoriza, entre outras competências, o trabalho em equipe.

Independentemente da sua geração, é importante ficar atento aos seguintes pontos:

Ficar em uma empresa por muitos anos ainda é valorizado, desde que haja crescimento profissional e a realização de novos desafios de tempos em tempos. Entretanto, ficar no mesmo cargo e na mesma função por muitos anos não é bem visto. O profissional pode ser considerado estagnado, com pouca bagagem de novos conhecimentos e sem ter enfrentado desafios, o que gera crescimento. Mas, se mudou de cargo, trabalhou em áreas diferentes, participou de novos projetos e implantações, não se preocupe, a permanência no emprego é muito bem vista: você apresenta estabilidade e ao mesmo tempo crescimento profissional.

Se você troca de emprego frequentemente, precisa entender o motivo. Mudar de uma empresa onde estava estagnado e sem crescimento profissional para outra com novos desafios e projetos é uma troca bem vista. Entretanto, caso as atividades sejam as mesmas e a mudança constante seja por uma pequena diferença salarial, o recrutador pode entender que qualquer proposta financeira um pouco maior fará você sair do emprego. As empresas, ao contratarem novos funcionários, investem em admissão e treinamento e esperam contar com esse novo colaborador por um tempo razoável.

Não tem regra! Um, dois, cinco ou dez anos, o importante é você trabalhar no que gosta, com prazer, buscar novos desafios e conhecimentos, por meio de cursos e palestras. Lembre-se também de manter a rede de contatos atualizada. Seja na empresa em que você está, seja no próximo emprego: não coloque o foco apenas no lado financeiro. Uma recompensa pequena pode não valer a pena em longo prazo!

Mariana Torres
Gerente de Desenvolvimento de Carreira do Senac RJ


Fonte: Senac RJ

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